16 de abr. de 2010

Minhas plantas estão morrendo, minha coelha anda tristinha, minha cadela tá velha e cega e, o meu papagaio anda mal humorado.
Nas plantas eu coloco água, mas o sol chega e as destrói. Eu até gosto delas, são ótimas companheiras para as conversas furadas no meio da tarde.
Minha coelha é bipolar, já tô ligada. Acho que ela se acostuma com a gaiola durante os próximos episódios.
A Babi é uma pastora alemã que tenho desde os meus cinco anos, eu gosto e não gosto dela. Amava quando ela corria pra morder as pernas dos meus irmãos e primos. Hoje em dia, ela não consegue nem correr. Espero que ela vá pro céu canino e que a tratem bem, e que não esqueçam de lhe dar ração com pedigree.
Das minhas dores a pior é com o papagaio. Gatos, pra mim, são os melhores animais pra sempre, mas um papagaiozinho me faz bem. Tinha o sonho de ser pirata desde muito nova, criava uma cena toda na sala, arrumava umas roupas esquisitas e pronto. Pronto, nada. Queria meu papagaio pra viver sob meu ombro em alto sofá. E o ganhei aos nove anos. Nunca vou esquecer. Ele tinha as unhas cortadas pelo ex dono bêbado, os olhos aflitos estavam grandes, ele era rebelde. Depois de uns tempos, contrariando ordens, ia lá mexer com ele. Porra, era um papagaio ou um bichinho de pelúcia? Insistia muito, ele voava contra mim. Eu não tinha medo, nunca tive. Ele nunca me agrediu. Um tempo depois, foi permitindo intimidades e fui descobrindo seus gostos. Éramos amigos. Os vizinhos não gostam dele até hoje, por conta de tanto barulho. Mas aí, essa parte eu gosto. Eu chego em casa, é só ele ouvir minha voz e começa o show. Gritamos loucamente um para o outro, cantamos musiquinhas e falamos mal dos vizinhos.
Agora, ele tá tão chato que nem quer saber de café, nem Massacration, nem mimimimi. Isso me magoa muito, meu amigo anda de bode. Ele sempre me anima, me faz falar, gritar... E eu, aqui, querendo meu eterno companheiro, no ombro, pra poder viajar na imaginação.