31 de mar. de 2010

Agora os meus dias têm cores

A novidade que a menina não para de gritar, o medo do garoto que insiste em acompanhar
A bendita nova fase, tempo de aproveitar.



*fase rosa, e tenho dito

Siga a luz

Querer as coisas ao mesmo tempo parece desespero. São pequenas coisas, parece priorizar o mínimo. São pequenas coisas e são coisas demais. Não sei mais de coisa nenhuma.


*luz, luz  HAHAHA

26 de mar. de 2010

Deixo o computador na cama, fechado, com o fone de ouvido do meu irmão, como sempre.
Alceu comandando.
Deito na cama, fecho os olhos. Morro.
Ventilador, escuro e viajo.
Antes rola um vinho básico.

Aí, fico feliz com pouco!

25 de mar. de 2010

Boa (?) nova

http://worutt.blogspot.com/2009/03/sindrome-de-johnny-cash.html


Hoje eu tava ouvindo Hurt loucamente.
Hoje eu descobri que nunca mudo.
Hoje eu me pergunto: isso é bom?

Aí vem ele, que me acha complicada demais. Faz com que minha cabeça seja um livro e fecha, sem terminar a leitura, porque a história no começo é chata.

Live and Let Die

Ainda sem palavras pra hoje.
Obrigada a quem quer quiser um 'valeu aí'.
Pelo ônibus que não passava, pela chuva que me deixou andar.Andar, correr, gritar, cantar, girar.
Obrigada por me deixar viver.
-
E há quem duvide da minha futura mochilagem.
Deixe que duvidem...

24 de mar. de 2010

Tô ouvindo Humberto, e é como se eu visse só do jeito dele.
Desculpa mas quero ficar nesse estado pra sempre.

23 de mar. de 2010

Alô, mundo

Tava meio down, de costas pro mundo. Desenhando monstrinhos pra colocar no meu portifólio roxo.
Do nada recebo uma ligação. Sim, meu caro leitor (oi, você realmente lê isso? você existe?), não me dou muito bem com telefones nem com tantos outros meios de comunicação, mas tá.
É bom ouvir uma voz amiga, conversar sobre nada e fazer planos impossíveis. Tudo bem que estamos ficando velhos e chatos, intolerantes a certas modices e momentos tediosos, e qualquer ócio é muito bem aproveitado.
Mas o que nos faz esquecer um pouco dessa rotina pré vestibulatória (!) além da cachaça desgraça que a gente tem que engolir, são os amigos, os velhos amigos. Os que estão presentes e muitas vezes esqueço. Estamos todos downs tentando decidir nossos rumos. Que a vida participe dos nossos planos e não deixe que se tornem reais.
Alô, mundo! Eu e meus amigos só estamos começando.

22 de mar. de 2010

Vontadinha imensa de estrangular um pescoço, quebrar um pulso, jogar alguém pela janela.
Nervos. Nervos. Nervos



 *"idolatrada a geração do medo!"

21 de mar. de 2010

"Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser." [C.Lispector]

Domingo, pé de caximbo

Domingo me dá uma dor no coração.
Ás vezes fico até remoendo desgraças passadas pra haver motivo na minha agonia.
É a eterna sensação de se estar caminhando sem direção.
Amanhã é segunda, e é assim pra sempre
Não há mudanças, é seguir o calendário
É preciso uma ordem, eu sei
Mas queria uma ordem pra mim, pra eu poder aproveitar.
De certo ponto é egoísmo, mas nem eu me suporto nos fins dos finais de semana
Tô ali sempre atrás do além, mas ele não chega
Acho que fica em casa vendo faustão porque não tem tv a cabo onde mora
Será que na segunda de manhã ele também fica de mau humor?
-
Aí acaba a luz. Caramba, ceb.
Semana passada foi a mesma porcaria.
Pouca bateria no pc, cd do Alceu arranhado, pouca paciência.
Sabe o que eu faço pra passar o tempo?
Arranco fios de cabelo da cabeça e coloco na chama da vela.
Ele fica enrolando haha
-
Falando em pastel, ganhei uma coelha *_*

Shinin' down like water

Tava tentando arrumar meu quarto um dia, e como sempre, coloquei um cd pra tocar. Eu só fico concentrada na música e acabo não fazendo o que deveria.
Coloquei a faixa 4 pra repetir pra sempre, porque gostava da música.
Duma hora pra outra, os quatro elementos familiares se reuniram na frente da minha porta, que estava aberta.
Minha mãe começou a dançar com meu irmão, minha irmã reproduzia passos de forró (é o  melhor que ela sabe fazer) e meu pai mesmo nostálgico, dançava.
Cara, ali foi a ascensão da minha alma. Pensei que fossem pedir pra abaixar o som, mas não.
Estávamos sentindo a mesma coisa.
Se eu tivesse menos apatia, abraçaria todos e pronto.
Mas ia estragar o momento. Cada um do seu jeito ali, sem diferenças.
E toda vez que a escuto, eles escutam também. É a única música que pedem pra repetir, pra aumentar o volume e ainda cantam junto.
É a nossa música!
Valeu, deus. Tanto reclamo deles mas são belas pessoas e com bom gosto musical!


'Yesterday, and days before
Sun is cold and rain is hard
I know, been that way for all my time
And forever, on it goes
Through the circle, fast and slow
I know, it can't stop, I wonder'

(Have You Ever Seen The Rain? - Creedence Clearwater Revival)

19 de mar. de 2010

De leve

Então você vê sua vida passando
E diz: não há nada mais a fazer
Ah, mas que engano

Quando o vento bate no rosto
Faz uma careta até se acostumar
E antes de gostar daquilo, se imagina no melhor lugar

Pra poder vigiar enquanto sua vida passa
Suas memórias, seus gostos e o velho penteado
Estão todos ali, intocados

Um sorriso no canto na boca
Felicidade ou desespero?
Eterna dúvida que te assusta

Então você vai andando
Tentando não se atrasar
E antes de gostar de qualquer coisa, se imagina no melhor lugar

Pra poder vigiar enquanto sua vida passa
Suas memórias, seus gostos e o velho penteado
Estão todos ali, intocados

17 de mar. de 2010

Sendo Chico

"Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa..."


(Chico Buarque - Cálice)


Eu quero os cálices de vinho tinto de sangue perto de mim pra eu me embriagar até que alguém me esqueça.
-


Ok, estou em mudanças. Em mim mesma, sim senhor. A parada tem até placa 'em obras' e tem nego que não respeita. Depois eu sou a estressada. Mas que puta sacanagem!

14 de mar. de 2010

Go Din

Sabe, acho que descobri o que fazer na vida.
Sempre gostei de mudar as coisas óbvias, fazer um rosto em alguma coisa que me deixava com tédio, escrever e pintar nas paredes, nos cadernos... É uma maneira de libertação. Enquanto eu puder criar, eu existo. Minha criatividade tem que ser explorada pro lado do bem, e assim será. Pode ser que não dê muitos frutos o meu trabalho, mas preciso de pouco. E fazendo o que gosto, eu ficarei em paz.
Meu pai nas horas vagas cria móveis. Minha mãe quando não tem mais nada pra fazer, costura. Sempre fiz as duas coisas, e por ter mais tempo a toa que meus pais, acabei me aprimorando. Mas não vai ser uma atividade informal, eu quero viver disso. Vou viver em função da arte. Não é uma traição pelo amor ao Português, uma vez que a idéia de fazer Letras nunca foi abortada. Tenho que aproveitar a mente fresca e a inspiração exalando em meus poros.

13 de mar. de 2010

Comodismo sempre, meu caro

Sou acomodada demais. Assumo minha imensa covardia e até gosto. Aquela velha história que nunca ninguém vai esperar nada de mim, e tá bom assim.
Meu próximo item na lista de coisas que eu preciso pelo menos tentar melhorar é isso. Sair do casulo, ir a luta, me virar.
Farei isso assim que essa crise de asma passar.
E ainda bem que fiquei doente. Tava me sentindo mal por isso.

Mas que o sonho que me perturba não se realize. Acho que não é legal ter câncer.

11 de mar. de 2010

Eu sinto Clarice.

Atormentando meus pais desde que cheguei, finalmente fui prestigiar a exposição da minha diva mor.
Me surpreendi. Esperava algo mais 'vai lá, vê quem é essa diaba e dá o pé'. Tudo muito organizado, limpo e charmozinho. Clarice ficou comum, infelizmente. Essa geração que é pré-adolescente aos oito anos de idade, e tem acesso a internet e a sites de relacionamentos (oi orkut), usam seus fragmentos mesmo sem prestar os créditos. Poxa, nem usam aspas! Não é essa a questão. Se eu vi e gostei de uma frase, coloco onde quiser. Mas cara, pelo menos as aspas. A verdade é que eu tenho ciúmes. E a geraçãozinha precoce estava nesta exposição. Eram alunos de uma escola pública do Paranoá. Eu nem liguei de ficarem me olhando torto quando eu estava quase aos prantos. Clarice é como se fosse um órgão vital, entenda. Tudo se encaixa lentamente. Ela escrevia o que eu sinto, o que eu vivo.
O vídeo já vi inúmeras vezes. Sabia o que ia falar, como iria segurar o cigarro, sabia que iria falar com carinho quando descobriu que sua mãe também escrevia...
Meus olhos brilhavam quando eu abria aquelas gavetas com os manuscritos, as fotos... Foi como se ela estivesse na porta de seu quarto me observando enquanto mexia em suas coisas. E não brigaria comigo, apenas me daria um conselho: não fumar na cama, pois já tinha acontecido algo horrível.
Eu poderia ser a gafanhota. Eu poderia ser qualquer coisa nesse mundo que não seria nenhum pedacinho dela, embora sempre exista um pedaço de Clarice em mim.

10 de mar. de 2010

Eu sinto uma coisa do além quando eu fico observando o céu. É a mesma coisa quando eu tô fazendo alguma coisa e bate um raio de sol na cara. Minhas bochechas enormes ficam vermelhas, mas eu paro um pouco, fico no sol, respiro. Daí sim, dou continuidade aos ossos do ofício.
Só que com o céu, sei lá. Quando eu fico olhando lá pra cima é como se alguém estivesse me confortando. É a hora em que eu acredito que há alguém no controle. Que faz com que o céu me surpreenda a cada dia, cada dia mais lindo.

O céu ontem tava rosa. Valeu, deus.

...

Deixei por muito a janela de nova postagem aberta. Pensei, escrevi, apaguei. Não há palavra que transmita ao certo o que se passa.
Na falta do que fazer e na falta de algo melhor, escrevo isso aqui pra não deixar essa birosca parada.
Quando a vontade de deletar aparecer, espero que isso me impeça.
Já há tanto sendo esquecido e apagado por aí.
As pessoas jogam seus momentos fora por acaso, sem querer, sem perceber. Quando sentem falta, já é tarde. Tentam lembrar de alguma coisa especial mas não conseguem.

8 de mar. de 2010

E lá vou eu



Saudade nesse meu pequeno coração. Sei que pra dar um passo a frente, preciso me desligar das coisas que passaram. Não se preocupar com o hoje porque acaba amanhã, né? As marcas que ficaram são de pessoas importantes, mas posso estar valorizando alguém que nem mereça.
É como se eu lavasse a minha alma, tirasse toda a parte ruim de mim e jogasse fora. Definitivamente. Sem olhar pra trás em momento algum, sem mágoas. Preciso ter prioridades e já consigo ver algo além do meu infinito particular, vejo que nada se resume a isso.
Sei que nem sou tanta coisa, posso não significar nada pra muita gente. Mas e aí? Tenho a mim e por mim irei atrás do que eu quero, do jeito que eu achar certo. Se a vida insistir em dar tapas na minha cara, mermão, tenho mais uma bochecha aqui pronta pra ser espancada. Não é egoísmo. É olhar pra mim mesma com admiração, pela primeira vez. Estou em paz comigo. Respeito esse momento.
E lá vou eu, curtir essa parada de amor próprio. Tantas vezes ouvi esse termo... Pode ser que daqui a alguns minutos tudo volte ao normal... Mas e aí?

'Vou seguir o caminho e construir
Sei que enquanto construir alguém quer destruir 
Mas não quer assumir não, e vai desistir, vai ter que sumir'
(Jah Live - Amizade)

4 de mar. de 2010

Dados

Tudo bem, jogue dados com o universo.
Já não tá tudo bem MESMO.
Quando começa é difícil suportar. Conspirações e provas de fé.
Só me fodo nessa merda.

Ninguém espera nada, não tenho nada a perder.

#ruivafeelings

Do mesmo jeito

Oh deus! Será que o senhor se zangou? Amanhã, meu caro...

Palavras na minha cabeça. Só na minha cabeça.

3 de mar. de 2010

AH!

Só pra desocupar a cabeça. Essas coisas não saem do coração.

"Mon triste coeur bave à la poupe
Sous les quolibets de la troupe
Qui pousse un rire general

Leurs quolibets l'ont dépravé
Au gouvernail on voit des fresques
Ithyphalliques et pioupiesques

Quand ils tari leurs chiques
Comment agir, ô coeur volé?'

(Fragmentos de Rimbaud)
-
Quando eu tiver uma banda de meninas que usa o mesmo penteado, fuma Marlboro, canta yeah yeah yeah...
Faço um filme com uma paradinha de neve e um piano. Na mensagem subliminar, estarei eu, declamando seus belos versos no meu francês vergonhoso. Porque quando a coisa entranha, vivo a mesma coisa que o senhor escreveu, Rimbaud. Em cada linha pode ser visto um pedaço da minha vida. Me espere no inferno, junto ao Jim, seu mais novo amiguinho.

Coisas da idade

Minha velhice é constatada quando vejo uma bandana custar R$10,00. No meu tempo, aquele pedaço de pano estampado com a costura mal feita não passava de apenas algumas moedas economizadas na semana.
Eu acho ótimo me sentir mais velha, gostar de coisas antigas. Mas não foi confortável viver esse momento, até porque me veio em mente situações que deveriam ser esquecidas. Infâncial fail mesmo!
Mas é isso aí, finalmente minha geração está envelhecendo! E não temos nem vinte anos. Estamos ficando bons e, agora, os jovens estão tomando nosso lugar: gostando de coisas que eram nossas. Amanhã serão nossos filhos e só vamos perceber isso quando reconhecermos alguma música, hoje atual, tocada na sessão 'músicas do vovô' em alguma rádio. São as voltas que a vida dá.

Minha geração está envelhecendo, mas tem umas que já são antiguinhas. Seu Axl e seu Sebastian que o digam. Papai foi bem gentil ao me oferecer ingresso, mas não sei se irei. Sabe... São coisas da idade.

2 de mar. de 2010

Let's fall apart together now

Dá licença, mundo. Hoje eu tive a melhor aula de toda a minha vida escolar. Filosofia é uma matéria e tanto, mas é relativo, não?
Ficava esperando por essa aula toda semana e achava meio doentio. Vi que não era só eu. O bichinho do conhecimento nos picou. E que bom!
Senhor Cláudio Bonfim ou Bomcomeço manda MUITO!
Tô suspirando liberdade, alívio.
Me libertei de pensamentos escrotos e que me prendiam em mim mesma.
Quero é voar. E vejo que não só eu.
-
HIM porque o Ville costumava aparecer na embriaguez.

1 de mar. de 2010

Aprenda bem, meu bem.

Tudo está bem. Brigas. As pazes. Ficamos bem.

Mas, meu querido... As coisas NUNCA vão ser iguais.

Lágrimas de março


Deixo que aqui minha insatisfação permaneça, já que meus comentários em eventuais conversas familiares são ignorados.

Março não é um bom mês, não senhor. A amiga memória volta das férias e trabalha demais. Manda o arquivo que não presta pro compartimento do lado esquerdo do peito e desmorona o que estava em obras e até construções já erguidas. Março não presta. Acaba rápido do jeito que veio.

'É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto'

(Elis Regina - Águas de Março)