Passada a raiva (ou pelo menos em parte), lá vou eu me aventurar.
-
É claro que eu prefiro a platonice. Sem dúvidas!
Eu olho pro lado, decido gostar ou não. Decido seguir ou não.
E se eu gostar, gosto em segredo. Fica muito mais interessante.
Então a pessoa começa a entrar nos pensamentos, nos sonhos
E não há mais nada que eu faça, além de deixar fluir...
Um certo dia, simplesmente deixo de gostar.
E olho para o outro lado, e...
31 de mai. de 2010
28 de mai. de 2010
Minha mãe veio perguntar qual é o meu problema.
(É que eu sou misteriosamente egoísta, egoísta pra caramba. Sou impaciente, impulsiva, curiosa, inconstante, cínica. Hedonista por natureza. Tenho oscilação de humor e personalidade. Tenho sede de sangue, violência. Tenho tendência a vícios. Gosto da sensação de perigo. Adrenalina é afrodisíaco. Implicância também. Tô cansada de me matar por não ferir ninguém. Eu sou um ser sem fé - Aí, junta tudo isso mais um monte de coisas... A senhora tem criado um monstro, MESMO.)
-Problema? Qual problema?
-
Eu não deveria desejar nada a ninguém. Mas que me perdoe por isso (quem mesmo?)
MORRAM! QUE QUEIMEM LENTAMENTE.
-
uuuuuuuuh, passou.
- ou não.
(É que eu sou misteriosamente egoísta, egoísta pra caramba. Sou impaciente, impulsiva, curiosa, inconstante, cínica. Hedonista por natureza. Tenho oscilação de humor e personalidade. Tenho sede de sangue, violência. Tenho tendência a vícios. Gosto da sensação de perigo. Adrenalina é afrodisíaco. Implicância também. Tô cansada de me matar por não ferir ninguém. Eu sou um ser sem fé - Aí, junta tudo isso mais um monte de coisas... A senhora tem criado um monstro, MESMO.)
-Problema? Qual problema?
-
Eu não deveria desejar nada a ninguém. Mas que me perdoe por isso (quem mesmo?)
MORRAM! QUE QUEIMEM LENTAMENTE.
-
uuuuuuuuh, passou.
- ou não.
26 de mai. de 2010
Sabe, estou aqui, com tudo pronto. Tudo feito, marcado, tudo a ser entregue.
Redecoro minhas falas, minha cara de espanto. Ou penso em ser natural. Em dizer que não há surpresas. Que veio menos que eu pensei. Ou me surpreender, de verdade.
Já sei qual será sua resposta, sua motivação. Sua cara de nojo ao esbarrar com quem não gosta nos bastidores.
A cachaça nos finais de semana. O apartamento sendo dividido.
Eu já prevejo tudo, eu sei que vai acontecer. Eu continuo aqui, com tudo isso. Por enquanto, só pra mim.
Redecoro minhas falas, minha cara de espanto. Ou penso em ser natural. Em dizer que não há surpresas. Que veio menos que eu pensei. Ou me surpreender, de verdade.
Já sei qual será sua resposta, sua motivação. Sua cara de nojo ao esbarrar com quem não gosta nos bastidores.
A cachaça nos finais de semana. O apartamento sendo dividido.
Eu já prevejo tudo, eu sei que vai acontecer. Eu continuo aqui, com tudo isso. Por enquanto, só pra mim.
É que me dá uma raivinha desmedida toda vez que isso acontece.
Dá um nojo quando começa a falar. Não para nunca. Um drama do cacete, inventa coisa demais.
Isso porque nem tem boca direito.
E os idiotas a tira colo lhe dão razão, lhe dão corda. Não é mal desejar que se enforquem.
Não é mal pra quem tem que suportar e não aguenta mais.
O pior é que verei, cedo ou tarde, o ninho de cobras se desfazer. Essas coisas sempre acontecem.
-
Não vou. Não sou obrigada, e fim.
-
NÃO ESCUTO SUA VOZ QUANDO ESTOU COM FONES DE OUVIDO.
TODOS FICAM IMBECIS FAZENDO MÍMICAS, PERGUNTANDO SE OS ESCUTO
NÃO, NÃO ESCUTO
ESTOU COM MEUS FONES
Dá um nojo quando começa a falar. Não para nunca. Um drama do cacete, inventa coisa demais.
Isso porque nem tem boca direito.
E os idiotas a tira colo lhe dão razão, lhe dão corda. Não é mal desejar que se enforquem.
Não é mal pra quem tem que suportar e não aguenta mais.
O pior é que verei, cedo ou tarde, o ninho de cobras se desfazer. Essas coisas sempre acontecem.
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Não vou. Não sou obrigada, e fim.
-
NÃO ESCUTO SUA VOZ QUANDO ESTOU COM FONES DE OUVIDO.
TODOS FICAM IMBECIS FAZENDO MÍMICAS, PERGUNTANDO SE OS ESCUTO
NÃO, NÃO ESCUTO
ESTOU COM MEUS FONES
25 de mai. de 2010
Dança das almas
Só quero/preciso acreditar MESMO que, mesmo com a presença de álcool, as almas se identifiquem.
Que não sejam necessárias palavras. Que não exista demonstração de afeto.
Só o reconhecimento das almas. Elas precisam da união para dançar.
A nós, basta o olhar certeiro. A certeza. E, depois, sem alma -ou cheia dela-, voltamos a doce solidão.
Mas nada de procura. Deixe que o universo conspire. Deixe vir mais um copo de uísque, deixar minha alma doce.
Que não sejam necessárias palavras. Que não exista demonstração de afeto.
Só o reconhecimento das almas. Elas precisam da união para dançar.
A nós, basta o olhar certeiro. A certeza. E, depois, sem alma -ou cheia dela-, voltamos a doce solidão.
Mas nada de procura. Deixe que o universo conspire. Deixe vir mais um copo de uísque, deixar minha alma doce.
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As velhas que varrem a calçada
Não sabem de nada
Taparam seus olhos aos vinte
Quando se submeteram à tradição
Um homem pagando suas contas
Direito de ficar calada, com vassoura e pano nas mãos
As mulheres de terno, no meio da rua
Não sabem de nada
Enterraram a cara nos livros desde pequenas
Independência financeira, direito da palavra obscena
As mães de famíla que não sabem de nada
Assumem a culpa e, obrigada
Não sabem de nada
Taparam seus olhos aos vinte
Quando se submeteram à tradição
Um homem pagando suas contas
Direito de ficar calada, com vassoura e pano nas mãos
As mulheres de terno, no meio da rua
Não sabem de nada
Enterraram a cara nos livros desde pequenas
Independência financeira, direito da palavra obscena
As mães de famíla que não sabem de nada
Assumem a culpa e, obrigada
24 de mai. de 2010
Vi que meus dentes amarelados estavam meio separados e já corri atrás do aparelho móvel que quase nunca usei.
Você vê que seu cabelo está meio natural e já corre pra alisá-lo.
Minha mãe se vê velha, recorre a receitas homeopáticas contra idade.
Meu pai é chamado de avô e assume o papel de garotão. Síndrome de dezoito anos: se acha engraçado e dono do mundo.
Isso me faz pensar que ninguém se aceita. Não se arrumar são outros quinhentos.
Tapa buraco atrás de auto afirmação.
E a verdade é que isso é verdade.
Eu não me aceito, você não aceita.
Ficamos em paz.
NÃO!
É essa a hora em que corremos atrás das coisas que nos completam. Compramos nossa vaidade.
Eu assumo. Não me suporto. Não me gosto. Na maioria das vezes.
E você, se assume? Consegue se olhar no espelho e achar algo legal? Consegue reconhecer e se elogiar quando faz algo útil? Conseguiria não ser escravo (a) dos padrões?
Seus hormônios e seus pais não te ajudam. Seus amigos são mais bonitos e inteligentes.
Síndrome do patinho feio.
Muitas vezes fazemos tudo para que nos achem diferentes, atraentes.
E nem dá certo. Quando as coisas entram no eixo é quando desistimos disso. Ocupados demais pra dar um oi pra cara de sono de manhã.
Aí se vive para o meio. Meio externo. Já que o meio de dentro da gente foi esquecido.
Somos vítimas de nós mesmos.
Você vê que seu cabelo está meio natural e já corre pra alisá-lo.
Minha mãe se vê velha, recorre a receitas homeopáticas contra idade.
Meu pai é chamado de avô e assume o papel de garotão. Síndrome de dezoito anos: se acha engraçado e dono do mundo.
Isso me faz pensar que ninguém se aceita. Não se arrumar são outros quinhentos.
Tapa buraco atrás de auto afirmação.
E a verdade é que isso é verdade.
Eu não me aceito, você não aceita.
Ficamos em paz.
NÃO!
É essa a hora em que corremos atrás das coisas que nos completam. Compramos nossa vaidade.
Eu assumo. Não me suporto. Não me gosto. Na maioria das vezes.
E você, se assume? Consegue se olhar no espelho e achar algo legal? Consegue reconhecer e se elogiar quando faz algo útil? Conseguiria não ser escravo (a) dos padrões?
Seus hormônios e seus pais não te ajudam. Seus amigos são mais bonitos e inteligentes.
Síndrome do patinho feio.
Muitas vezes fazemos tudo para que nos achem diferentes, atraentes.
E nem dá certo. Quando as coisas entram no eixo é quando desistimos disso. Ocupados demais pra dar um oi pra cara de sono de manhã.
Aí se vive para o meio. Meio externo. Já que o meio de dentro da gente foi esquecido.
Somos vítimas de nós mesmos.
E, no meio do pesadelo fui acordada.
Sentei na cama, desnorteada. A cena vem se repetindo há meses.
Passei a mão na minha cabeça e o meu curto cabelo estava lá. Não estava com câncer, não estava em estado terminal e não havia sessões de quimioterapia pra fazer de manhã.
O realismo que há em alguns sonhos me assusta. Eu me vi mesmo na cama de um hospital, cheia de sondas, faixas e caras de pena ao meu redor.
Tava tão ruim que precisava de uma cadeira de rodas. Eu sentia a textura das rodas ao tentar me mover.
Gritei quando aplicaram uma dose de algum remédio em mim. Acho que gritei de verdade, vieram ver se tava tudo bem.
Claro, fica tudo bem quando tá tudo claro. Enquanto eu não durmo, quando eu não sonho com isso. Quando eu não acordo sentindo as mesmas dores durante o sonho.
Sentei na cama, desnorteada. A cena vem se repetindo há meses.
Passei a mão na minha cabeça e o meu curto cabelo estava lá. Não estava com câncer, não estava em estado terminal e não havia sessões de quimioterapia pra fazer de manhã.
O realismo que há em alguns sonhos me assusta. Eu me vi mesmo na cama de um hospital, cheia de sondas, faixas e caras de pena ao meu redor.
Tava tão ruim que precisava de uma cadeira de rodas. Eu sentia a textura das rodas ao tentar me mover.
Gritei quando aplicaram uma dose de algum remédio em mim. Acho que gritei de verdade, vieram ver se tava tudo bem.
Claro, fica tudo bem quando tá tudo claro. Enquanto eu não durmo, quando eu não sonho com isso. Quando eu não acordo sentindo as mesmas dores durante o sonho.
21 de mai. de 2010
20 de mai. de 2010
Mas é só a minha condição.
De estar afastada. De me manter sempre distante.
Eu vejo uma ponta de proteção a mim. Eu sou adepta ao desapego.
-
Quando eu olho pra alguém não quer dizer que gosto. Muito pelo contrário.
Olho e continuo encarando quando vejo algo diferente, estranho. Provavelmente estarei pensando em palavras malditas.
Quando eu gosto... Aí que eu fico longe mesmo. Gosto em silêncio. Escondo o olhar, admiro.
É bem melhor que se mantenha na platonice, é mais legal.
-
Pra você, que não me conhece e julga sem saber: Uma coisa não tem nada a ver com a outra. E esse tal de amor não é pro meu bico!
De estar afastada. De me manter sempre distante.
Eu vejo uma ponta de proteção a mim. Eu sou adepta ao desapego.
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Quando eu olho pra alguém não quer dizer que gosto. Muito pelo contrário.
Olho e continuo encarando quando vejo algo diferente, estranho. Provavelmente estarei pensando em palavras malditas.
Quando eu gosto... Aí que eu fico longe mesmo. Gosto em silêncio. Escondo o olhar, admiro.
É bem melhor que se mantenha na platonice, é mais legal.
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Pra você, que não me conhece e julga sem saber: Uma coisa não tem nada a ver com a outra. E esse tal de amor não é pro meu bico!
19 de mai. de 2010
18 de mai. de 2010
É bem sufocante. Eu sei, eu sinto que devo ir em outra direção. É o caminho da minha paz, do meu prazer, do que eu faço bem. Do que eleva a minha alma!
Mais sufocante é saber o que quero. Saber, sonhar, idealizar tudo. Não consigo transcrever, não consigo explicar nem transmitir.
Na outra ponta da corda, se encontra toda a pressão que recebo de pais e sistemas desgraçados. Lucro é fazer o que tiver que fazer, não pensar em bem estar.
E que merda de sistemas.
É a hora que o reggae aparece, me dá as mãos e diz palavras de tranquilidade.
É quando eu quero e preciso acreditar...
"Acorda, acorda pra viver!
Acredite no olhar
Sinta a vida em você
Não desista de viver
Tem que lutar, tem que trabalhar, no seu lugar...
E o que for pra ser seu, será sempre seu
Ninguém vai te roubar."
(Jah Live - Se curvar jamais)
-
Ok, estou amaldiçoando o universo.
Era bem melhor ser gato que ver o que vi.
Estavam esperando minha resposta. Se fosse gato, só miava.
E ia comer requeijão, com meu focinho no alto, andando rebolando.
-
Enfim, meu computador de volta.
De novo, os coreanos (?) mostrando trabalho.
God bless todas as feiras made in paraguai.
-
Mato Seco e Vipassana até que combinam bem. Dica.
Mais sufocante é saber o que quero. Saber, sonhar, idealizar tudo. Não consigo transcrever, não consigo explicar nem transmitir.
Na outra ponta da corda, se encontra toda a pressão que recebo de pais e sistemas desgraçados. Lucro é fazer o que tiver que fazer, não pensar em bem estar.
E que merda de sistemas.
É a hora que o reggae aparece, me dá as mãos e diz palavras de tranquilidade.
É quando eu quero e preciso acreditar...
"Acorda, acorda pra viver!
Acredite no olhar
Sinta a vida em você
Não desista de viver
Tem que lutar, tem que trabalhar, no seu lugar...
E o que for pra ser seu, será sempre seu
Ninguém vai te roubar."
(Jah Live - Se curvar jamais)
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Ok, estou amaldiçoando o universo.
Era bem melhor ser gato que ver o que vi.
Estavam esperando minha resposta. Se fosse gato, só miava.
E ia comer requeijão, com meu focinho no alto, andando rebolando.
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Enfim, meu computador de volta.
De novo, os coreanos (?) mostrando trabalho.
God bless todas as feiras made in paraguai.
-
Mato Seco e Vipassana até que combinam bem. Dica.
16 de mai. de 2010
A luz que se apaga
Se ontem eu acordei com a macaca, hoje eu amanheço com humor virado.
Ontem eu tava num plano, hoje estou em outra dimensão.
Preciso me acostumar com essas oscilações. Preciso ficar quieta, só, calada depois de um dia e/ou noite mais agitada.
Ou eu procuro a agitação após a calmaria.
Ter minha paz, recuperar meu equilíbrio e curtir a ressaca. Tomar água.
E, com Raul, mais uma coisa se justifica:
"Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor"
(Metamorfose Ambulante - Raul Seixas)
E dá-lhe amor!
-
"- O problema é que você tem alergia à muita diversão"
-
Bibi! Fonfon! Pepê!
Ontem eu tava num plano, hoje estou em outra dimensão.
Preciso me acostumar com essas oscilações. Preciso ficar quieta, só, calada depois de um dia e/ou noite mais agitada.
Ou eu procuro a agitação após a calmaria.
Ter minha paz, recuperar meu equilíbrio e curtir a ressaca. Tomar água.
E, com Raul, mais uma coisa se justifica:
"Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor"
(Metamorfose Ambulante - Raul Seixas)
E dá-lhe amor!
-
"- O problema é que você tem alergia à muita diversão"
-
Bibi! Fonfon! Pepê!
15 de mai. de 2010
Novos tempos
Tempo de mudança por aqui, meu caro.
Mudança em mim. Como cantou Ozzy e Raul, estou cantando sobre metamorfoses. E nada melhor e mais justo do que ser uma.
Chega uma hora em que a gente se cansa de si. Não aturo a voz que ouço enquanto falo, aquela cara de sempre no espelho. Nem.
Mais mudanças (no meu caso, oi) ocorrem de dentro pra fora, numa coisa de minutos. Sérião. Eu não consigo ser a mesma em um só dia. Estou me reiventando, me testando, me controlando. E não só a mim, a quem me assiste. A quem quer ver o próximo ato no palco. A nova peça da atriz que escreve e dirige. A que vive.
-
Há um ano, Zé Ramalho. E chuva, cigarros, pinga.
Poderão vir outras tantas comemorações. Mas nada vai barrar seu Zé ali.
-
O mundo é tão bom, afinal.
Saí das minhas paredes.
-
'Da porta do quarto pra dentro' se encerra.
Mas no meu caderninho, segue firme e forte.
Mudança em mim. Como cantou Ozzy e Raul, estou cantando sobre metamorfoses. E nada melhor e mais justo do que ser uma.
Chega uma hora em que a gente se cansa de si. Não aturo a voz que ouço enquanto falo, aquela cara de sempre no espelho. Nem.
Mais mudanças (no meu caso, oi) ocorrem de dentro pra fora, numa coisa de minutos. Sérião. Eu não consigo ser a mesma em um só dia. Estou me reiventando, me testando, me controlando. E não só a mim, a quem me assiste. A quem quer ver o próximo ato no palco. A nova peça da atriz que escreve e dirige. A que vive.
-
Há um ano, Zé Ramalho. E chuva, cigarros, pinga.
Poderão vir outras tantas comemorações. Mas nada vai barrar seu Zé ali.
-
O mundo é tão bom, afinal.
Saí das minhas paredes.
-
'Da porta do quarto pra dentro' se encerra.
Mas no meu caderninho, segue firme e forte.
5 de mai. de 2010
As mulheres logo cedo com vassouras de palha na mão. Vão varrendo suas lamúrias junto com as folhas caídas das árvores, que foram sendo derrubadas ontem de noite, durante a conversa com as vizinhas, na calçada. As cadeiras balançavam, lentas, esperando alguma novidade.
O máximo que se faz é reconhecer o doido que passa voando na moto, deixando todo mundo correr o risco de ter uma consulta no posto médico, onde não há médicos. Ou pegar um carro de linha, e depois de quarenta minutos intermináveis, com um calor da muléstia, chegar na cidade mais próxima.
Na cidade mais próxima, a diversidade é um pouquinho diferente. O sotaque delicioso continua, e a hospitalidade também.
[...]
que sôdade da muléstia do meu nordeste queridón.
sol do satã, sotaques, ar fresco, umidade, da lezeira descarregada na rede...
e umas musiquinhas barulhentas de leve.
eu quero, eu quero, eu quero.
O máximo que se faz é reconhecer o doido que passa voando na moto, deixando todo mundo correr o risco de ter uma consulta no posto médico, onde não há médicos. Ou pegar um carro de linha, e depois de quarenta minutos intermináveis, com um calor da muléstia, chegar na cidade mais próxima.
Na cidade mais próxima, a diversidade é um pouquinho diferente. O sotaque delicioso continua, e a hospitalidade também.
[...]
que sôdade da muléstia do meu nordeste queridón.
sol do satã, sotaques, ar fresco, umidade, da lezeira descarregada na rede...
e umas musiquinhas barulhentas de leve.
eu quero, eu quero, eu quero.
3 de mai. de 2010
Sei, o mundo além das minhas paredes é bem atrativo. Sei que quando o calor surge, o vento lá fora é mais agradável que o meu ventilador remendado, o ar puro ao invés de quarto abafado, com cortinas velhas.
Sei que o sol pode não me fazer bem, mas ele não é de todo o mal. Significa muita coisa. E com a minha janela fechada não o permito entrar.
Sei que o correr no meio da rua causa uma adrenalina fora do comum. Isso me faz bem.
Eu sei, eu sei bem de todas essas coisas. Daí tenho medo.
De sair daqui, de ir pro mundo, pra vida. De acabar gostando da idéia, de não ser de ninguém, da tal liberdade.
Vai que eu gosto e acabo não voltando. Vai que eu me arrependo.
Eu preciso dessa estabilidade, desse momento de poder deitar e ler um bom livro. De ter litros de café ao meu dispor e ter pessoas ao meu redor - da minha porta pra fora.
Porque da porta pra dentro eu me sinto demasiadamente bem. Eu controlo tudo, meu mundo. Minhas coisas, meu lugar.
Eu tenho que ter meus pés no chão, eu preciso disso daqui.
-Mais um paradoxo podre.
Sei que o sol pode não me fazer bem, mas ele não é de todo o mal. Significa muita coisa. E com a minha janela fechada não o permito entrar.
Sei que o correr no meio da rua causa uma adrenalina fora do comum. Isso me faz bem.
Eu sei, eu sei bem de todas essas coisas. Daí tenho medo.
De sair daqui, de ir pro mundo, pra vida. De acabar gostando da idéia, de não ser de ninguém, da tal liberdade.
Vai que eu gosto e acabo não voltando. Vai que eu me arrependo.
Eu preciso dessa estabilidade, desse momento de poder deitar e ler um bom livro. De ter litros de café ao meu dispor e ter pessoas ao meu redor - da minha porta pra fora.
Porque da porta pra dentro eu me sinto demasiadamente bem. Eu controlo tudo, meu mundo. Minhas coisas, meu lugar.
Eu tenho que ter meus pés no chão, eu preciso disso daqui.
-Mais um paradoxo podre.
1 de mai. de 2010
Quando eu acho que estou melhorando, me libertando dessa maldita ansiedade, vem a prova de fogo e me mostra o quanto errada estava.
São sempre os mesmos sintomas, mas nem sempre me dou mal no final das contas. Maldita fragilidade.
Às vezes até eu sei que não vai dar merda, mas a lá. Sofrer antes é sempre pior.
Coração disparando, respiração dificultada e falta de concentração. Falta de concentração, não. Só penso em uma coisa, não consigo fazer mais nada.
Nessas alturas, minhas unhas já foram roídas, meus cabelos arrancados. E quando há, o alcool sobe direto e deixa de fazer seu efeito, assim como café ou o chimarrão.
Mas nada paga a sensação de alívio depois que passa, quando chega a hora da verdade, quando nada acontece ou acontece o que é certo.
Aí, mermão, são litros de liberdade misturados com alívio. Aí eu assumo a condição de gente, filha de Jah e caio na roda viva.
São sempre os mesmos sintomas, mas nem sempre me dou mal no final das contas. Maldita fragilidade.
Às vezes até eu sei que não vai dar merda, mas a lá. Sofrer antes é sempre pior.
Coração disparando, respiração dificultada e falta de concentração. Falta de concentração, não. Só penso em uma coisa, não consigo fazer mais nada.
Nessas alturas, minhas unhas já foram roídas, meus cabelos arrancados. E quando há, o alcool sobe direto e deixa de fazer seu efeito, assim como café ou o chimarrão.
Mas nada paga a sensação de alívio depois que passa, quando chega a hora da verdade, quando nada acontece ou acontece o que é certo.
Aí, mermão, são litros de liberdade misturados com alívio. Aí eu assumo a condição de gente, filha de Jah e caio na roda viva.
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