Dormi demais e acabei acordando outra. Deixei as roupas escuras na gaveta e vesti branco. Em homenagem ao meu equilíbrio que quero de volta. Mudei as músicas, mudei meu humor. Minha percepção.
Ah, minha paciência! Que fique aqui, comigo por muito tempo.
Tá tudo tão mais manso e é tão melhor assim.
E ficarei quieta.
25 de jun. de 2010
18 de jun. de 2010
14 de jun. de 2010
Sabe, não consigo deixar de lado, simplesmente.
Eu não quero ver tudo sendo dissolvido de novo, e eu ali, parada.
Eu posso não querer reviver e criar minhas mágoas. Eu posso correr atrás por quem eu acho que não merece.
Gosto de me colocar em risco, gosto da dor. Eu preciso sofrer pra me sentir viva. Preciso sair por aí, de noite, vento na cara.
Não é raiva, é medo. Eu sou medrosa pra caralho. Olha pra mim, ninguém me leva a sério. Nem eu! E isso não é ruim, é apenas um fato.
-Se eu não estivesse tão aflita, riria de mim agora mesmo-
Eu sou nova nesse negócio de se aceitar, merda.
Não adianta eu colocar um metalzão pra entupir minha cabeça se eu já conheço a música, se eu sei cantar.
É tão fácil me irritar. Vejo uma pessoa cantando errado alguma música e já me tira do sério. Mas é tão mais fácil me arrancar um sorriso. Rir de tudo é desespero, e eu rio de tudo. Sabe a dor? Eu tento esconder. É raro me ver por aí chorando. Tem que ser muito foda. Modestia deixada de lado, eu sou uma boa atriz.
A dor é minha, porra. Deixa você me achando retardada por sorrir demais, eu sei que pensam assim. Psicologia reversa, baby. Sempre funciona comigo.
Só o que me mata é tentar mudar, falar, expor os fatos, oferecer algo importante de mim e não ver resposta. Reciprocidade não é mato por aqui. Ok, mudou. Dou dois dias pra tudo voltar ao normal. E realmente, não precisa disso tudo.
O suicídio me parece tentador. Além da minha curiosidade extrema sobre o que acontece depois da morte, sinto como se eu vivesse presa. Algo sempre precisa encontrar a liberdade em mim todos os dias. Acho que já estou de saco cheio de mim. Mas eu acho que um cortezinho sanaria toda a minha amargura, minha agonia. O sangue me encanta. A dor mais ainda, e a sensação de ardência. O poder da decisão, o saber que tenho poder, domínio sobre mim. Ao mesmo tempo entro em contradição. Já tentei, não consegui. Por hora, desisti de tentar. Desisti da idéia da morte, não do corte. Sim, desisto fácil. Poucas coisas (e pouquíssimas pessoas) me prendem.
Engraçado, tento me livrar de mim mesma e me sinto mal por ser tão desapegada com as pessoas.
Me reivento, me reedifico (a mim, não aos muros), me boicoto, me supero, me desespero. Não sou a mesma nunca, e sempre a mesma porcaria. Nem assim me satisfaço.
Meus muros não me deixam longe delas, elas apenas ficam rodeando.
Eu não gosto de pessoas. Mas ok, são necessárias. Fazer o que? Sou conformada mesmo. Deixa estar. Let it be. Só me dê adrenalina. Tenho andado elétrica, tenho que me aquietar. Me poupar dessa vida. Me guardar. Tô gastando intensidade demais com quem nem merece. Eu não sou assim.
-
Ozzy, meu filho, desculpa ai. Sei que foge de mim procurar músicas novas (normalmente o acaso faz elas virem até mim), mas o que sei ouvir além de você é o Thom, meu vesguinho preferido. E o momento não pede isso. Mas não me abandonem. Não vocês!
Eu não quero ver tudo sendo dissolvido de novo, e eu ali, parada.
Eu posso não querer reviver e criar minhas mágoas. Eu posso correr atrás por quem eu acho que não merece.
Gosto de me colocar em risco, gosto da dor. Eu preciso sofrer pra me sentir viva. Preciso sair por aí, de noite, vento na cara.
Não é raiva, é medo. Eu sou medrosa pra caralho. Olha pra mim, ninguém me leva a sério. Nem eu! E isso não é ruim, é apenas um fato.
-Se eu não estivesse tão aflita, riria de mim agora mesmo-
Eu sou nova nesse negócio de se aceitar, merda.
Não adianta eu colocar um metalzão pra entupir minha cabeça se eu já conheço a música, se eu sei cantar.
É tão fácil me irritar. Vejo uma pessoa cantando errado alguma música e já me tira do sério. Mas é tão mais fácil me arrancar um sorriso. Rir de tudo é desespero, e eu rio de tudo. Sabe a dor? Eu tento esconder. É raro me ver por aí chorando. Tem que ser muito foda. Modestia deixada de lado, eu sou uma boa atriz.
A dor é minha, porra. Deixa você me achando retardada por sorrir demais, eu sei que pensam assim. Psicologia reversa, baby. Sempre funciona comigo.
Só o que me mata é tentar mudar, falar, expor os fatos, oferecer algo importante de mim e não ver resposta. Reciprocidade não é mato por aqui. Ok, mudou. Dou dois dias pra tudo voltar ao normal. E realmente, não precisa disso tudo.
O suicídio me parece tentador. Além da minha curiosidade extrema sobre o que acontece depois da morte, sinto como se eu vivesse presa. Algo sempre precisa encontrar a liberdade em mim todos os dias. Acho que já estou de saco cheio de mim. Mas eu acho que um cortezinho sanaria toda a minha amargura, minha agonia. O sangue me encanta. A dor mais ainda, e a sensação de ardência. O poder da decisão, o saber que tenho poder, domínio sobre mim. Ao mesmo tempo entro em contradição. Já tentei, não consegui. Por hora, desisti de tentar. Desisti da idéia da morte, não do corte. Sim, desisto fácil. Poucas coisas (e pouquíssimas pessoas) me prendem.
Engraçado, tento me livrar de mim mesma e me sinto mal por ser tão desapegada com as pessoas.
Me reivento, me reedifico (a mim, não aos muros), me boicoto, me supero, me desespero. Não sou a mesma nunca, e sempre a mesma porcaria. Nem assim me satisfaço.
Meus muros não me deixam longe delas, elas apenas ficam rodeando.
Eu não gosto de pessoas. Mas ok, são necessárias. Fazer o que? Sou conformada mesmo. Deixa estar. Let it be. Só me dê adrenalina. Tenho andado elétrica, tenho que me aquietar. Me poupar dessa vida. Me guardar. Tô gastando intensidade demais com quem nem merece. Eu não sou assim.
-
Ozzy, meu filho, desculpa ai. Sei que foge de mim procurar músicas novas (normalmente o acaso faz elas virem até mim), mas o que sei ouvir além de você é o Thom, meu vesguinho preferido. E o momento não pede isso. Mas não me abandonem. Não vocês!
10 de jun. de 2010
SMS
Oi, eu soube o que aconteceu e desde então não paro de pensar em você. Perdemos há pouco uma pessoa importante, mas pra você era mais especial. Acho que as almas boas se reconhecem. Sei da sua fragilidade e só queria saber se tudo está bem, fiquei preocupada. Hoje eu vi um menino desenhar um coração de três pontas, tipo os que eu fazia. Veio tudo na minha mente. Lembrei do caderno e deu saudade. Não falei com você naquele dia porque tive medo, você tava linda, semblante tranquilo. [...]
Tô aqui pra sempre, ainda. Fica bem!
-
Pontos pra mim. Pela coragem. Pela verdade.
Tô aqui pra sempre, ainda. Fica bem!
-
Pontos pra mim. Pela coragem. Pela verdade.
O problema, pequeno garoto, é a sua alma jovem. Quando ri, parece uma criança. Seus olhos ficam pequenininhos, seus dentes -ainda de leite?- brancos parece maiores. Mas eu gosto de ver você assim.
Sua alma é bonita e jovem. Tão jovem ao ponto de acreditar nas pessoas, de se deixar levar, de gostar de quem te dá o mínimo de atenção. E de correr atrás de quem não quer saber.
Sua vontade de alcançar o mundo ainda é maior que você, maior que sua idade. Sua visão é aquilo que talvez nunca aconteça, seus sonhos tão distantes. E você não quer ver.
O problema, pequeno garoto, é que eu já tô velha demais. Nosso problema do tamanho de gente grande. Claro que continuo encantada com essa juventude que tem fabricado garotos cada vez mais estranhos, cada vez melhores.
Tenho gostado cada vez menos de meninos da minha idade, inclusive. Tanta infantilidade, besteira... Me cansa. E você não chegou nessa fase ainda. Ou você é tão especial que nem precisa passar por isso. Mas não dá pra mim. Não consigo ter paciência com sua imaturidade, com a sua empolgação.
Ainda escuto os sucessos antigos, as músicas originais, prefiro o ao vivo. Eu escuto quem já morreu. Você só vira conhecê-los quando tiver minha idade. Minha idade mental, digo. Digna de uma senhorinha de quarenta e poucos anos.
Desculpa, garoto. Algumas coisas não encaixam. Sofisticação e antiguidade podem dar origem ao luxo ou ao lixo. E não me faça dizer o que seríamos. Desculpa, garoto. Te deixarei crescer em paz.
Sua alma é bonita e jovem. Tão jovem ao ponto de acreditar nas pessoas, de se deixar levar, de gostar de quem te dá o mínimo de atenção. E de correr atrás de quem não quer saber.
Sua vontade de alcançar o mundo ainda é maior que você, maior que sua idade. Sua visão é aquilo que talvez nunca aconteça, seus sonhos tão distantes. E você não quer ver.
O problema, pequeno garoto, é que eu já tô velha demais. Nosso problema do tamanho de gente grande. Claro que continuo encantada com essa juventude que tem fabricado garotos cada vez mais estranhos, cada vez melhores.
Tenho gostado cada vez menos de meninos da minha idade, inclusive. Tanta infantilidade, besteira... Me cansa. E você não chegou nessa fase ainda. Ou você é tão especial que nem precisa passar por isso. Mas não dá pra mim. Não consigo ter paciência com sua imaturidade, com a sua empolgação.
Ainda escuto os sucessos antigos, as músicas originais, prefiro o ao vivo. Eu escuto quem já morreu. Você só vira conhecê-los quando tiver minha idade. Minha idade mental, digo. Digna de uma senhorinha de quarenta e poucos anos.
Desculpa, garoto. Algumas coisas não encaixam. Sofisticação e antiguidade podem dar origem ao luxo ou ao lixo. E não me faça dizer o que seríamos. Desculpa, garoto. Te deixarei crescer em paz.
8 de jun. de 2010
Converso com gente que parece não me ouvir.
É como se eu falasse uma língua própria, só eu me entendesse.
Já estou meio farta de mim, das minhas idéias.
Quero opiniões alheias, mas isso não quer dizer que irei segui-las.
Mas também estou farta de quem não consegue me compreender.
E quando falam qualquer coisa, qualquer resposta repetida.
As paredes me consolam melhor, e nem pedem o meu silêncio.
-Logo o meu silêncio. Eu tenho tanto a falar!
Elas não falam baixinho quando saio de perto.
Ninguém sabe o que me atordoa, e eu também não sei.
Mas isso não muda os fatos.
Vontade insana de simplesmente explodir. De uma vez por todas.
É como se eu falasse uma língua própria, só eu me entendesse.
Já estou meio farta de mim, das minhas idéias.
Quero opiniões alheias, mas isso não quer dizer que irei segui-las.
Mas também estou farta de quem não consegue me compreender.
E quando falam qualquer coisa, qualquer resposta repetida.
As paredes me consolam melhor, e nem pedem o meu silêncio.
-Logo o meu silêncio. Eu tenho tanto a falar!
Elas não falam baixinho quando saio de perto.
Ninguém sabe o que me atordoa, e eu também não sei.
Mas isso não muda os fatos.
Vontade insana de simplesmente explodir. De uma vez por todas.
6 de jun. de 2010
##
A gente vê nas revistas
Mudanças de hábito, de vida
Sentimento oculto do articulista
Na foto, um sorriso de despedida
Da fama que nunca alcançou,
Do corpo que nunca terá.
Do sonho que cansou,
Mas sempre vai sonhar.
A gente vê na televisão
O que tentam nos impor
Você escolhe isso ou não
O caminho está livre, ao seu dispor
Pra te lembrar do que não alcançou
Do que não terá.
Do sonho que cansou
E sempre vai sonhar
Mudanças de hábito, de vida
Sentimento oculto do articulista
Na foto, um sorriso de despedida
Da fama que nunca alcançou,
Do corpo que nunca terá.
Do sonho que cansou,
Mas sempre vai sonhar.
A gente vê na televisão
O que tentam nos impor
Você escolhe isso ou não
O caminho está livre, ao seu dispor
Pra te lembrar do que não alcançou
Do que não terá.
Do sonho que cansou
E sempre vai sonhar
4 de jun. de 2010
QUAL É, ANDRÉÉ
Acordei e já fui bombardeada com a notícia. Uma perda, uma lástima, uma falta. Em tempos assim se tornam aparentes os verdadeiros amigos, e para a minha surpresa, apareceram muitos! Quem fica, compartilha o mesmo sentimento de não ter chão, de não acreditar ainda, ou o desespero. O pensamento vai atrás das lembranças, para que não suma da mente o formato do rosto nem a voz, nem as características que completavam a grandeza do ser.
Meu professor, meu amigo. Meu coração está despedaçado, e quando a ficha cair, de verdade... A escola se unirá em lágrimas. Estamos em lágrimas.
Vai na paz, irmãozinho. A gente se vira por aqui.
Carpe Diem a quem fica, segundo seus ensinamentos.
Meu professor, meu amigo. Meu coração está despedaçado, e quando a ficha cair, de verdade... A escola se unirá em lágrimas. Estamos em lágrimas.
Vai na paz, irmãozinho. A gente se vira por aqui.
Carpe Diem a quem fica, segundo seus ensinamentos.
3 de jun. de 2010
O início
Escutando uma conversa de negócios, os meninos falaram que em qualquer começo de carreira empresarial é fato a grande quantia gasta em investimentos. Se gasta muito dinheiro e não há retorno. Faz-se muitas propagandas, conquista clientes e, surge a experiência.
Comecei a pensar, ali mesmo, sobre o início de qualquer coisa. De todas as coisas.
Há um medinho, um receio de estar sozinho no primeiro dia de aula. Há vontade de explorar um mundo novo, pessoas novas.
Há um pudor que vai se transformando em intimidade e confiança -com o tempo, que às vezes pode ser demais- quando algum relacionamento se inicia.
O medo se faz presente no início das coisas. Acho que é ele quem desmorona a esperança e coragem que temos ao tentar algo novo. O medo ali, de não obter recursos financeiros de ir adiante pode atrapalhar sim o bom rendimento da empresa. Corremos o risco de ficarmos presos nesta corrente. E pode ser um ciclo vicioso.
Poderia existir em todas as etapas de criação o bixinho da boa vontade. Aquela coisinha que nos diz que se pode sim ir além, buscar mais. Que não devemos nos prender ao não. É só mais um degrau. O início da escada da vida. A cada dia, um novo início.
-
Quisera eu acreditar. Acreditarei.
-
Ouvindo Bidê ou Balde loucamente.
Me soa um tanto nostálgico. Aquela lembrança do que nunca existiu, mas tá lá.
A coceirinha boa no coração.
Comecei a pensar, ali mesmo, sobre o início de qualquer coisa. De todas as coisas.
Há um medinho, um receio de estar sozinho no primeiro dia de aula. Há vontade de explorar um mundo novo, pessoas novas.
Há um pudor que vai se transformando em intimidade e confiança -com o tempo, que às vezes pode ser demais- quando algum relacionamento se inicia.
O medo se faz presente no início das coisas. Acho que é ele quem desmorona a esperança e coragem que temos ao tentar algo novo. O medo ali, de não obter recursos financeiros de ir adiante pode atrapalhar sim o bom rendimento da empresa. Corremos o risco de ficarmos presos nesta corrente. E pode ser um ciclo vicioso.
Poderia existir em todas as etapas de criação o bixinho da boa vontade. Aquela coisinha que nos diz que se pode sim ir além, buscar mais. Que não devemos nos prender ao não. É só mais um degrau. O início da escada da vida. A cada dia, um novo início.
-
Quisera eu acreditar. Acreditarei.
-
Ouvindo Bidê ou Balde loucamente.
Me soa um tanto nostálgico. Aquela lembrança do que nunca existiu, mas tá lá.
A coceirinha boa no coração.
1 de jun. de 2010
Que seja doce!
E, eu prometi a mim. -deixarei aqui só pra caso extremo de falta de memória-
A tatuagem, em meu pulso. Manuscrito, itálico. Ficará externo, interno e eternamente.
A música. Que terá o mesmo nome.
Demonstrará toda a minha admiração, minha fidelidade.
Caio, é tudo pra ti. Por mim também. Por nós. Pra quem também te admira.
E ainda direi:
"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também."
Porque, porra, a epifania paira no ar. E o meu dragão além de não conhecer o paraíso não sabe o caminho pra minha casa.
A tatuagem, em meu pulso. Manuscrito, itálico. Ficará externo, interno e eternamente.
A música. Que terá o mesmo nome.
Demonstrará toda a minha admiração, minha fidelidade.
Caio, é tudo pra ti. Por mim também. Por nós. Pra quem também te admira.
E ainda direi:
"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também."
Porque, porra, a epifania paira no ar. E o meu dragão além de não conhecer o paraíso não sabe o caminho pra minha casa.
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