Ser adulta é fácil. Acatar as responsabilidades impostas e todo o peso do nome, também. Essa hora chega pra todos. É a hora em que taparão seus olhos, não se importarão com sentimentos. Te guiarão a maior idade. Ok, mas me deixe ter as crises infantis em paz, por favor.
-
Minha vó costumava dizer que se chovesse num dia de enterro, a pessoa não queria morrer. Hoje tá meio nublado, meio cinzento. Nublada está a minha vida, agora. Tudo que víamos era cinza. E cinzas você vai virar daqui a pouco.
E agora é a minha vez de cantar baixinho...
"Levanta e anda, a tua fé te curou.
Levanta e anda, com a tua fé!"
(Jah Live - Livres na cidade)
Vá em paz, irmãozinho.
30 de abr. de 2010
27 de abr. de 2010
"Era uma mulher e seu amante"*
Não te importe com o livro que estou lendo. E não me pertube. Me permita (e se permita também) viajar entre as tantas páginas. Não faça barulho, o mundo lá dentro é acostumado com a virtude do silêncio.
Sou o personagem que quiser, posso interferir no fim. Não me chame, esse não é mais o meu nome. Já não sou a mesma, a história me mudou. Esqueci a hora, passou tão rápido que nem vi.
-
*Felicidade Clandestina - Clarice Lispector
Sou o personagem que quiser, posso interferir no fim. Não me chame, esse não é mais o meu nome. Já não sou a mesma, a história me mudou. Esqueci a hora, passou tão rápido que nem vi.
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*Felicidade Clandestina - Clarice Lispector
Válvula de escape
Quando me vejo presa a tais coisas, sinto medo. Não queria precisar tanto do que pode se voltar conta mim (nesse caso, até eu mesma).
Ao mesmo tempo, me vejo inerte. Eu só tenho que me apoiar em meus malditos vícios, minhas válvulas eternas de escape, minhas saídas da realidade, meu momento non sense.
Se um dia eu deixar de cultivá-los, sentirei falta. E medo também. Por poder não ter tido tempo bastante pra saber o que me calaria, me deixaria calma e, não mal, senão eles.
E você, apenas aceite. Sou eu quem pago o pato, as garrafas e os maços. Escuto sermões, testemunhos, e ainda sinto as dores. Se você não gosta, vá respirar longe de mim, para não comer minha fumaça preciosa. Ou não sinta muito por eu tropeçar na rua. A rua pelo menos é minha amiga, você não.
Ao mesmo tempo, me vejo inerte. Eu só tenho que me apoiar em meus malditos vícios, minhas válvulas eternas de escape, minhas saídas da realidade, meu momento non sense.
Se um dia eu deixar de cultivá-los, sentirei falta. E medo também. Por poder não ter tido tempo bastante pra saber o que me calaria, me deixaria calma e, não mal, senão eles.
E você, apenas aceite. Sou eu quem pago o pato, as garrafas e os maços. Escuto sermões, testemunhos, e ainda sinto as dores. Se você não gosta, vá respirar longe de mim, para não comer minha fumaça preciosa. Ou não sinta muito por eu tropeçar na rua. A rua pelo menos é minha amiga, você não.
Renato, mais uma vez
"Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular"
(Química - Aborto Elétrico)
É. ):
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular"
(Química - Aborto Elétrico)
É. ):
26 de abr. de 2010
Desejos fugazes
Por hora, eu queria conseguir fazer o texto de História, queria não estar com tanto sono, não ser tão lenta e demente. Queria que o meu carregador se contentasse com a fita isolante que coloquei, queria que tivesse carga eterna. E que o computador não desligasse antes de serem salvos os meus documentos.
Ficaria feliz se meus pais parassem de falar baixinho o que consigo ouvir.
Gostaria de não sentir muito, isso machuca. Eu não quero ser essa esponja pra sempre!
*Daí chega a diva e me diz, só de ironia: "... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..."
Obrigada, infinito pela boa fase do Grêmio, isso me deixa animada. Fico agradecida pela fita isolante não ter funcionado, sério, descobri onde era o problema. Agora posso receber minhas broncas em paz. Agradecida também pela fase mais mulamba da minha vida. Mendiga lifestyle. E que bom, meus medos tão infantis ainda existem, junto com minha insegurança infinita. Sabe, até que me acostumei...
*Um desejo não fugaz: sair do cinza.
Ficaria feliz se meus pais parassem de falar baixinho o que consigo ouvir.
Gostaria de não sentir muito, isso machuca. Eu não quero ser essa esponja pra sempre!
*Daí chega a diva e me diz, só de ironia: "... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..."
Obrigada, infinito pela boa fase do Grêmio, isso me deixa animada. Fico agradecida pela fita isolante não ter funcionado, sério, descobri onde era o problema. Agora posso receber minhas broncas em paz. Agradecida também pela fase mais mulamba da minha vida. Mendiga lifestyle. E que bom, meus medos tão infantis ainda existem, junto com minha insegurança infinita. Sabe, até que me acostumei...
*Um desejo não fugaz: sair do cinza.
17 de abr. de 2010
16 de abr. de 2010
A aposta que eu fiz comigo de assistir um filme (ou mais) por dia não está dando muito certo. Até que eu consigo ver de boa, sem dormir, e pah. O que acontece é que quando eu não durmo, eu presto atenção demais. A vida do personagem entra na minha, me vejo em cena a todo momento. As músicas normalmente se encaixam, e no ápice do drama ou do terror, eu desmorono (sem comédias românticas ou afins, por favor). Por saber que a minha vida não é digna nem de um pseudo documentário, por saber que o meu filme não passará de um projeto.
Quando o filme acaba, fico lá. Espero a continuação, quero mais. Cadê todo mundo? Como assim já acabou?
Quero saber como tudo vai se seguir, pra onde vão. Fico desesperada. Não pode ter um fim, simplesmente.
Chamam isso de depressão pós-filme. É o que acontece, é isso.
Quando o filme acaba, fico lá. Espero a continuação, quero mais. Cadê todo mundo? Como assim já acabou?
Quero saber como tudo vai se seguir, pra onde vão. Fico desesperada. Não pode ter um fim, simplesmente.
Chamam isso de depressão pós-filme. É o que acontece, é isso.
Minhas plantas estão morrendo, minha coelha anda tristinha, minha cadela tá velha e cega e, o meu papagaio anda mal humorado.
Nas plantas eu coloco água, mas o sol chega e as destrói. Eu até gosto delas, são ótimas companheiras para as conversas furadas no meio da tarde.
Minha coelha é bipolar, já tô ligada. Acho que ela se acostuma com a gaiola durante os próximos episódios.
A Babi é uma pastora alemã que tenho desde os meus cinco anos, eu gosto e não gosto dela. Amava quando ela corria pra morder as pernas dos meus irmãos e primos. Hoje em dia, ela não consegue nem correr. Espero que ela vá pro céu canino e que a tratem bem, e que não esqueçam de lhe dar ração com pedigree.
Das minhas dores a pior é com o papagaio. Gatos, pra mim, são os melhores animais pra sempre, mas um papagaiozinho me faz bem. Tinha o sonho de ser pirata desde muito nova, criava uma cena toda na sala, arrumava umas roupas esquisitas e pronto. Pronto, nada. Queria meu papagaio pra viver sob meu ombro em alto sofá. E o ganhei aos nove anos. Nunca vou esquecer. Ele tinha as unhas cortadas pelo ex dono bêbado, os olhos aflitos estavam grandes, ele era rebelde. Depois de uns tempos, contrariando ordens, ia lá mexer com ele. Porra, era um papagaio ou um bichinho de pelúcia? Insistia muito, ele voava contra mim. Eu não tinha medo, nunca tive. Ele nunca me agrediu. Um tempo depois, foi permitindo intimidades e fui descobrindo seus gostos. Éramos amigos. Os vizinhos não gostam dele até hoje, por conta de tanto barulho. Mas aí, essa parte eu gosto. Eu chego em casa, é só ele ouvir minha voz e começa o show. Gritamos loucamente um para o outro, cantamos musiquinhas e falamos mal dos vizinhos.
Agora, ele tá tão chato que nem quer saber de café, nem Massacration, nem mimimimi. Isso me magoa muito, meu amigo anda de bode. Ele sempre me anima, me faz falar, gritar... E eu, aqui, querendo meu eterno companheiro, no ombro, pra poder viajar na imaginação.
Nas plantas eu coloco água, mas o sol chega e as destrói. Eu até gosto delas, são ótimas companheiras para as conversas furadas no meio da tarde.
Minha coelha é bipolar, já tô ligada. Acho que ela se acostuma com a gaiola durante os próximos episódios.
A Babi é uma pastora alemã que tenho desde os meus cinco anos, eu gosto e não gosto dela. Amava quando ela corria pra morder as pernas dos meus irmãos e primos. Hoje em dia, ela não consegue nem correr. Espero que ela vá pro céu canino e que a tratem bem, e que não esqueçam de lhe dar ração com pedigree.
Das minhas dores a pior é com o papagaio. Gatos, pra mim, são os melhores animais pra sempre, mas um papagaiozinho me faz bem. Tinha o sonho de ser pirata desde muito nova, criava uma cena toda na sala, arrumava umas roupas esquisitas e pronto. Pronto, nada. Queria meu papagaio pra viver sob meu ombro em alto sofá. E o ganhei aos nove anos. Nunca vou esquecer. Ele tinha as unhas cortadas pelo ex dono bêbado, os olhos aflitos estavam grandes, ele era rebelde. Depois de uns tempos, contrariando ordens, ia lá mexer com ele. Porra, era um papagaio ou um bichinho de pelúcia? Insistia muito, ele voava contra mim. Eu não tinha medo, nunca tive. Ele nunca me agrediu. Um tempo depois, foi permitindo intimidades e fui descobrindo seus gostos. Éramos amigos. Os vizinhos não gostam dele até hoje, por conta de tanto barulho. Mas aí, essa parte eu gosto. Eu chego em casa, é só ele ouvir minha voz e começa o show. Gritamos loucamente um para o outro, cantamos musiquinhas e falamos mal dos vizinhos.
Agora, ele tá tão chato que nem quer saber de café, nem Massacration, nem mimimimi. Isso me magoa muito, meu amigo anda de bode. Ele sempre me anima, me faz falar, gritar... E eu, aqui, querendo meu eterno companheiro, no ombro, pra poder viajar na imaginação.
15 de abr. de 2010
Esta sou eu, totalmente dominada por um espírito de preguiça e sono. Com vontade de sair, estudar (sim, estudar!) Eu vejo a vida lá fora e quero chegar antes. Ah, eu quero sim! Quero saber das dores e prazeres que me aguardam. Eu quero o vento no meu rosto e tudo o mais que eu conseguir alcançar.
Mas aqui tá tão bom, no meu quarto abafado que anda todo desorganizado. É tão bom poder chegar e dormir, e só.
"Mas durmo o sono dos justos por saber que minha vida fútil não atrapalha a marcha do grande tempo"
(Clarice Lispector)
Mas aqui tá tão bom, no meu quarto abafado que anda todo desorganizado. É tão bom poder chegar e dormir, e só.
"Mas durmo o sono dos justos por saber que minha vida fútil não atrapalha a marcha do grande tempo"
(Clarice Lispector)
14 de abr. de 2010
Eu quero
"Queremos, de fato, um relato
Retrato mais sério do mistério da luz
Luz do disco voador
Pra iluminação do homem
Tão carente, sofredor
Tão perdido na distância
Da morada do senhor"
(Gilberto Gil- Queremos saber)
-
Tão perdida e distante de qualquer coisa de qualquer senhor.
Retrato mais sério do mistério da luz
Luz do disco voador
Pra iluminação do homem
Tão carente, sofredor
Tão perdido na distância
Da morada do senhor"
(Gilberto Gil- Queremos saber)
-
Tão perdida e distante de qualquer coisa de qualquer senhor.
Eu preciso saber se está tudo bem, e se não está, o que posso fazer pra ajudar?
Se escuto a voz de um jeito diferente, já sinto que aconteceu alguma coisa, imagino mil situações e não consigo deixar pra lá.
Me conta o que aconteceu, vem pra cá. Tá precisando conversar?
[...]
De quebra, levo uns tapinhas na cara e uns apelidos não legais.
Isso porque eu tento não ser indiferente.
Mas é isso:
Eu não deveria me importar
Se escuto a voz de um jeito diferente, já sinto que aconteceu alguma coisa, imagino mil situações e não consigo deixar pra lá.
Me conta o que aconteceu, vem pra cá. Tá precisando conversar?
[...]
De quebra, levo uns tapinhas na cara e uns apelidos não legais.
Isso porque eu tento não ser indiferente.
Mas é isso:
Eu não deveria me importar
Um acidente com cara de acaso, que a vítima seja quem o planejou. Ir pra um lugar longe daqui, golpe certeiro.
Então o nome que já não é nada, será menos ainda. A falta não fará, posto que é somente um farto. O conforto surgirá com o tempo, e não há de demorar. Não mais indagações e reclamações. Paciência para com os outros, enfim, já que era gasta inutilmente. Paciência e tantas outras virtudes que nem existem. História de final feliz, já que ninguém mais teve a decência de assumir o papel de vilã. E mais certeza ainda que a vida não faz sentido, isso causará dúvidas. Será a vez do ciclo ser concluído para ter início, mas já foi dito que não se quer do mesmo jeito. Já basta um!
Então o nome que já não é nada, será menos ainda. A falta não fará, posto que é somente um farto. O conforto surgirá com o tempo, e não há de demorar. Não mais indagações e reclamações. Paciência para com os outros, enfim, já que era gasta inutilmente. Paciência e tantas outras virtudes que nem existem. História de final feliz, já que ninguém mais teve a decência de assumir o papel de vilã. E mais certeza ainda que a vida não faz sentido, isso causará dúvidas. Será a vez do ciclo ser concluído para ter início, mas já foi dito que não se quer do mesmo jeito. Já basta um!
Façam silêncio
Eu tenho sérios problemas de concentração. Não consigo pensar sem ter que fazer um grande esforço. Se uma música estiver na minha cabeça e eu for escrever alguma coisa, escrevo a letra da música. Qualquer barulho me irrita, e não consigo fazer mais nada. Barulho de televisão, de gente comendo e falando... ARGH!
Não faço barulho, não gosto. E, porra, prezem pela sua sanidade e sanidade alheia. (surtos são bem vindos, mas no modo silencioso)
E puta que pariu, chega seis horas da noite nesta casa e junto com quem vem de trabalho e escola vem minha dor de cabeça. Será que ninguém consegue falar menos, andar devagar, não discutir?
O silêncio é a melhor coisa do mundo. Silêncio = paz, calmaria, menos agonia.
Quando eu falo que a melhor coisa do mundo é morar sozinha ainda me chamam de louca.
Não faço barulho, não gosto. E, porra, prezem pela sua sanidade e sanidade alheia. (surtos são bem vindos, mas no modo silencioso)
E puta que pariu, chega seis horas da noite nesta casa e junto com quem vem de trabalho e escola vem minha dor de cabeça. Será que ninguém consegue falar menos, andar devagar, não discutir?
O silêncio é a melhor coisa do mundo. Silêncio = paz, calmaria, menos agonia.
Quando eu falo que a melhor coisa do mundo é morar sozinha ainda me chamam de louca.
13 de abr. de 2010
A maioria das pessoas não gostam da verdade. Não estão preparadas para ouvir sermões, canções que não sejam de amor e não reconhecem seus defeitos.
Elas costumam se esconder e nem ao menos se conhecem. Pra se defenderem, costumam agredir verbalmente. Pois sabem que são fracas.
Continuam ouvindo músicas românticas populares e se iludindo com paixões, mesmo sabendo ser utópico. Um dia acreditarão em suas próprias histórias, e ficarão satisfeitas.
Elas costumam se esconder e nem ao menos se conhecem. Pra se defenderem, costumam agredir verbalmente. Pois sabem que são fracas.
Continuam ouvindo músicas românticas populares e se iludindo com paixões, mesmo sabendo ser utópico. Um dia acreditarão em suas próprias histórias, e ficarão satisfeitas.
12 de abr. de 2010
Porque eu ainda continuo achando que 'querida' soa falso. Chamar alguém de 'gatíssimo' não adianta se você não vê a beleza no outro. Se colocar o nome do seu amado (a) em uma lugar visível, se arrependerá. Eu tô cansada de ver tanta hipocrisia ao meu redor. A vida não é tão boa assim! Não vê os problemas por quais passamos? O tempo que tem para saber do resto do mundo é usado em seu pequeno universo pseudo tecnológico. É claro que os amigos reais são trocados por pessoas de outros estados, que nunca verá. Ei! Antes de pensar merda sobre mim, saiba que estou no meu direito. Eu posso não gostar de muita coisa, e criticá-las. É o que eu tenho feito há muitos anos, é minha condição.
[...]
-Então olhei pra cima, e ele estava magnífico como sempre. Mais uma vez, o céu me curou.
[...]
-Então olhei pra cima, e ele estava magnífico como sempre. Mais uma vez, o céu me curou.
9 de abr. de 2010
Sobre o fim
Então, chegou o fim. Não foi hoje nem ontem, ele vem se fazendo presente há muito. Relação se desgastando, todo dia um acabava mal. O assunto acabava, os olhares ficavam perdidos. Nunca mais se encontraram, não mais daquele jeito. Existe agora um muro no lugar do sentimento maior, e ele foi sendo construído por ambas as partes, indiretamente. Ninguém quer e nem pode assumir a culpa. Foi um que provocou o outro. Chegou o fim e eu sempre soube que iria chegar. Querer aceitar é diferente. Mas é preciso abandonar o que se passou para que o novo possa vir. Entre idas e vindas, acabávamos em nós mesmos, mais uma vez. E agora? O fim foi decretado. Cada um pro seu lado.
8 de abr. de 2010
Matei um bicho verde que tava na mesa, mas falaram que não se pode matar a esperança, não
Falam pra virar a sandália, pra não falar nome santo em vão.
Logo quem fala demais acha que é dono de alguma coisa e já vem dar lição.
Depende até da lua pra cortar cabelo, toda quinta tá na procissão
Mas lê horóscopo, não sai de casa antes de ver a previsão
-Você, de peixes, lembre-se do seu vizinho faminto e lhe dê um pão
Com amuleto no pescoço, acha que tá na proteção
Divina, a amiga que sempre está em sua oração
Até junta as mãos pra completar a encenação
Falam pra virar a sandália, pra não falar nome santo em vão.
Logo quem fala demais acha que é dono de alguma coisa e já vem dar lição.
Depende até da lua pra cortar cabelo, toda quinta tá na procissão
Mas lê horóscopo, não sai de casa antes de ver a previsão
-Você, de peixes, lembre-se do seu vizinho faminto e lhe dê um pão
Com amuleto no pescoço, acha que tá na proteção
Divina, a amiga que sempre está em sua oração
Até junta as mãos pra completar a encenação
7 de abr. de 2010
Sangre
Lendo, dormi. Não conseguia respirar. Pensei que fosse asma. Levantei, olhei pro chão. Sangue. Olhei pro espelho, vinha do meu belo e redondo nariz. Joguei água e vi que minha mão tava cortada. Má que diabos.
Depois, dormi mais uma vez. E de novo, sangue. Da minha mão.
É até bom ficar vendo, sentir o ardor depois de um corte, o cheiro enjoativo.
O gosto fode tudo, acaba com a brincadeira. Sangue devia ser feito só para ser observado.
Depois, dormi mais uma vez. E de novo, sangue. Da minha mão.
É até bom ficar vendo, sentir o ardor depois de um corte, o cheiro enjoativo.
O gosto fode tudo, acaba com a brincadeira. Sangue devia ser feito só para ser observado.
6 de abr. de 2010
Sabe, meu amor pela música é coisa eterna. Sério mesmo, é uma coisa que não se pode explicar, ele só existe.
Tenho muito prazer em criar,tirar as coisas e os pensamentos do tédio. Fazer quem observa questionar, viver, sentir.
São paixões que não tem nada a ver, e se misturam, e se completam. Pra depois se desencontrarem.
Entretanto, há algo que se sobressai também. O ato de escrever, oi. É onde os meus demônios todos vêm até a mim ou quando se libertam. É quando eu posso ser quem eu quiser, do jeito que achar que é certo. Onde eu mostro pra mim até onde sou capaz, como é que é.
E pra fazer música, é preciso escrever. Um processo completa o outro. Entendo a cumplicidade destas duas coisas e o meu amor por elas é como amor de mãe com seus filhos.
Até que eu gosto de muitas coisas, ao contrário do que eu achava.E tô até pensando com carinho nisso de trabalhar.
Bom sinal.
-
The Cure. Cranberries.Loser Manos (uma pequena nota: Amarante ainda me mata, fatão.Quero suas músicas presentes no meu enterro, como foram presentes em toda a minha vida). Vento. Memória ligada. Mente em outra dimensão.
-
Valeu, Conselheiro! Tua vidinha me fez ganhar pontos em História sem ter gaguejado.
Tenho muito prazer em criar,tirar as coisas e os pensamentos do tédio. Fazer quem observa questionar, viver, sentir.
São paixões que não tem nada a ver, e se misturam, e se completam. Pra depois se desencontrarem.
Entretanto, há algo que se sobressai também. O ato de escrever, oi. É onde os meus demônios todos vêm até a mim ou quando se libertam. É quando eu posso ser quem eu quiser, do jeito que achar que é certo. Onde eu mostro pra mim até onde sou capaz, como é que é.
E pra fazer música, é preciso escrever. Um processo completa o outro. Entendo a cumplicidade destas duas coisas e o meu amor por elas é como amor de mãe com seus filhos.
Até que eu gosto de muitas coisas, ao contrário do que eu achava.E tô até pensando com carinho nisso de trabalhar.
Bom sinal.
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The Cure. Cranberries.Loser Manos (uma pequena nota: Amarante ainda me mata, fatão.Quero suas músicas presentes no meu enterro, como foram presentes em toda a minha vida). Vento. Memória ligada. Mente em outra dimensão.
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Valeu, Conselheiro! Tua vidinha me fez ganhar pontos em História sem ter gaguejado.
5 de abr. de 2010
4 de abr. de 2010
Santa agonia, Batman
Não por hoje ser domigo o mal estar. A vida anda rosa, anda na boa. Tá rosa não pelo amor, eu só estou a caminho da paz. Isso faz/fez com que os dias afetem minha visão, onde é tudo cinza.
Enfim, a agonia esta presente de novo. Não que nunca tenha me deixado, ela só se fortalece. Se fosse alguma coisa boa, que me levasse ao bem, não permaneceria tanto.
Eterna sensação que há algo a se fazer. E sei que se eu descobrir o que é, e fazer, vai tudo ficar sem graça.
É uma puta sacanagem ter que viver e saber lidar com isso, mas ó. Só semana que vem - ou não.
Enfim, a agonia esta presente de novo. Não que nunca tenha me deixado, ela só se fortalece. Se fosse alguma coisa boa, que me levasse ao bem, não permaneceria tanto.
Eterna sensação que há algo a se fazer. E sei que se eu descobrir o que é, e fazer, vai tudo ficar sem graça.
É uma puta sacanagem ter que viver e saber lidar com isso, mas ó. Só semana que vem - ou não.
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