Quando me vejo presa a tais coisas, sinto medo. Não queria precisar tanto do que pode se voltar conta mim (nesse caso, até eu mesma).
Ao mesmo tempo, me vejo inerte. Eu só tenho que me apoiar em meus malditos vícios, minhas válvulas eternas de escape, minhas saídas da realidade, meu momento non sense.
Se um dia eu deixar de cultivá-los, sentirei falta. E medo também. Por poder não ter tido tempo bastante pra saber o que me calaria, me deixaria calma e, não mal, senão eles.
E você, apenas aceite. Sou eu quem pago o pato, as garrafas e os maços. Escuto sermões, testemunhos, e ainda sinto as dores. Se você não gosta, vá respirar longe de mim, para não comer minha fumaça preciosa. Ou não sinta muito por eu tropeçar na rua. A rua pelo menos é minha amiga, você não.