1 de mai. de 2010

Quando eu acho que estou melhorando, me libertando dessa maldita ansiedade, vem a prova de fogo e me mostra o quanto errada estava.
São sempre os mesmos sintomas, mas nem sempre me dou mal no final das contas. Maldita fragilidade.
Às vezes até eu sei que não vai dar merda, mas a lá. Sofrer antes é sempre pior.
Coração disparando, respiração dificultada e falta de concentração. Falta de concentração, não. Só penso em uma coisa, não consigo fazer mais nada.
Nessas alturas, minhas unhas já foram roídas, meus cabelos arrancados. E quando há, o alcool sobe direto e deixa de fazer seu efeito, assim como café ou o chimarrão.
Mas nada paga a sensação de alívio depois que passa, quando chega a hora da verdade, quando nada acontece ou acontece o que é certo.
Aí, mermão, são litros de liberdade misturados com alívio. Aí eu assumo a condição de gente, filha de Jah e caio na roda viva.